USS en los medios


Sob pressão para aumentar o gasto público, o governo argentino deve anunciar nos próximos dias que deverá ter novamente déficit primário em 2013.

LAS EMPRESAS DE SEGURIDAD OFRECEN A LAS FAMILIAS NUMEROSOS PRODUCTOS: DESDE ALARMAS PARA PROTEGERSE DE LOS LADRONES HASTA UN RASTREADOR DE MASCOTAS PERDIDAS O UNA "ESCOLTA VIRTUAL" PARA EL AUTO.

Diciembre 20, 2013 – Segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Economia e pelo Banco Central, as contas públicas mostram um resultado primário negativo da ordem de US$ 1 bilhão, equivalente a cerca de 0,2% do PIB, semelhante ao registrado em 2012.

Sob pressão para aumentar o gasto público, o governo argentino deve anunciar nos próximos dias que deverá ter novamente déficit primário em 2013. Segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Economia e pelo Banco Central, as contas públicas mostram um resultado primário negativo da ordem de US$ 1 bilhão, equivalente a cerca de 0,2% do PIB, semelhante ao registrado em 2012.

O resultado pode ser ainda pior, caso se retire da conta os repasses de recursos feitos para o Tesouro Nacional pelo Banco Central e pela Anses, a autarquia que gerencia os recursos dos fundos de pensão estatizados em 2008. Somente nos nove primeiros meses do ano, essas fontes representaram o equivalente a US$ 6,5 bilhões.

Uma onda de calor na Argentina levou a cortes de luz que já duram cinco dias em regiões da periferia de Buenos Aires, em uma semana já agitada por rumores de saques programados no comércio para o fim de semana. O problema gerou panelaços e bloqueios de avenidas em bairros da capital argentino e o ministro-chefe de Gabinete, Jorge Capitanich, ameaçou ontem estatizar o setor de distribuição de energia elétrica no país.

"Se as empresas não são capazes de prestar o serviço, o Estado será capaz de fazê-lo ", disse o ministro em pronunciamento na Casa Rosada. As principais empresas são a Edesur, controlada pela italiana Enel, e a Edenor, comandada pelo empresário argentino Marcelo Mindlin. Ambas estão com déficit operacional.

O setor elétrico é o principal componente da política de subsídios na Argentina, que deve consumir neste ano 5% do PIB. O pagamento a geradoras e distribuidores representa cerca de metade desse total. A crise no abastecimento inviabiliza politicamente a redução dessa conta, que poderia reequilibrar as despesas públicas. "Com um corte de metade dos subsídios, praticamente se zerava o déficit nominal do país, que é de 2,6%", afirmou o economista Ramiro Castiñera, da consultoria Econométrica.

Logo após sua reeleição, em 2011, a presidente Cristina Kirchner iniciou uma gradual retirada de subsídios, em uma política que apelidou de "sintonia fina". O governo retirou subsídios de algumas indústrias e de moradores das áreas nobres de Buenos Aires, mas o processo foi interrompido após acidente ferroviário em fevereiro de 2012 que matou 51 pessoas.

O ambiente social na Argentina já está tensionado por uma sucessão de motins policiais e saques ao comércio no interior do país. Aumentos salariais anunciados pelos governos das Províncias atenuaram o movimento. Mas o aniversário, hoje, da onda de saques que levou à renúncia do presidente Fernando de la Rúa, em 2001, deve fazer com que parte do comércio feche no país.

"Estamos recomendando o fechamento dos supermercados nos municípios que ficam ao sul e a oeste da região metropolitana de Buenos Aires; e nos entornos de Rosário e de Córdoba. Estamos com 60 veículos nas ruas, monitorando a situação", disse Eduardo de Velazco, gerente-geral da empresa de segurança privada USS, que atende a 180 clientes do comércio varejista. Segundo Velazco, já há registro de distúrbios em Corrientes, capital da Província homônima argentina, que faz divisa com o Brasil.

POR CÉSAR FELICIO

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